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Vereadores Alex, Maíza e Gislene fazem propostas voltadas aos pacientes autistas

por Assessoria de Comunicação última modificação 05/04/2023 16h53

 

 

O vereador jornalista Alex Freitas foi autor de um requerimento e uma indicação voltados ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

No requerimento, ele pede ao deputado estadual Arnaldo Silva, a liberação de recursos, através de emenda parlamentar para a Apae de Frutal que atua nessa área e tem suprido a demanda do tratamento.

 

Segundo ele, existe uma demanda acentuada do diagnóstico e tratamento do autismo e muitas famílias em Frutal não possuem condições financeiras para buscar o diagnóstico e o tratamento em outras cidades. Apesar dos esforços, com o aumento dos casos, a Apae necessita de mais recursos para suprir a demanda.

 

Já na indicação, ele pede para que seja implantado um centro de atendimento aos autistas em Frutal, com profissionais de referência nessa área, devido ao aumento da demanda nos últimos anos no município.

 

Além do centro de atendimento, Alex solicita a implantação de um centro de diagnóstico para o TEA, uma vez que Frutal não possui essa estrutura, obrigando as famílias a se dirigir a outros municípios em busca de diagnóstico e tratamento.

 

O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento do indivíduo, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento. O diagnóstico precoce permite o desenvolvimento de estímulos para independência e qualidade de vida das crianças.

 

Carteirinha

 

Por meio de requerimento, também a vereadora Maíza Signorelli fez requerimento focando na melhoria do atendimento a pacientes com autismo. Ela solicitou o cumprimento de uma lei que cria a ‘carteira’ de identificação autista (CIA) em Frutal.

 

O objetivo da carteirinha é facilitar a identificação das pessoas autistas para que estas tenham assegurados os seus direitos, inclusive o atendimento preferencial disposto na Lei nº 6.343, de 2018, criada pela vereadora.

 

Ela observa que nem toda deficiência é visível, portanto, se a condição de autista constar em uma carteira será possível acelerar os atendimentos, diminuindo a burocracia, bem como o acesso às instituições administrativas públicas e privadas evitando o constrangimento e demora no atendimento e o desgaste psicológico.

 

Maíza comenta que o benefício da carteira de identificação do autista, além de manter os seus direitos, ajudará ainda na localização da família em caso da pessoa se perder, por isso, a necessidade de constar o endereço, nome do responsável e o telefone.

 

“Já se passaram quase dois anos e não vimos nenhuma providência ser tomada a respeito. Queremos garantir o direito das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, de serem tratadas e diferenciadas como portadoras de deficiência, e de promoção da conscientização da população em geral sobre a existência dessa realidade, assegurando o respeito e o tratamento adequado a estas pessoas”, conclui.

 

Atendimento especializado

 

Na reunião desta semana, a Câmara também aprovou uma indicação da vereadora Gislene Maria que pede ao Executivo a criação de um Centro Municipal de Atendimento Especializado, com equipe multidisciplinar profissional, para crianças e adolescentes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no Município.

 

De acordo com dados do IBGE, estima-se que há cerca de dois milhões de autistas no Brasil. Como a população total no país é de 200 milhões de habitantes, significa que 1% da população estaria no espectro. Ela salienta que o número de pessoas aumentou por conta do avanço da ciência, que busca estudar e entender esse transtorno.

 

De acordo com o Núcleo de Apoio à Inclusão, Diversidade e Direitos Humanos (NAIDDH), em Frutal há 67 alunos (crianças e adolescentes) diagnosticados, na rede municipal, com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

 

“Devido ao aumento do número de casos de autismo, essas crianças e adolescentes necessitam de um apoio maior, por isso, pedimos a criação de um Centro de Atendimento Especializado”, justifica.

 

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