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Pró-mananciais e Colmeia já plantaram 8 mil mudas ao longo do ribeirão Frutal

por Jarkes Fernando Alves publicado 13/01/2020 13h53, última modificação 13/01/2020 13h53

Membros dos Coletivos Locais de Meio Ambiente (Colmeia) de Frutal reuniram-se no dia 17 de dezembro na sede da Copasa para uma prestação de contas das ações realizadas pelo Programa Socioambiental de Proteção e Recuperação de Mananciais (Pró-mananciais) durante o ano de 2019. Aproveitaram também para definirem um plano de ação e fixarem metas para serem viabilizadas em 2020. Entre os participantes da reunião estavam o funcionário público e coordenador dos Coletivos locais, Marco Aurélio Epaminondas França; o encarregado do Setor Sócio Ambiental da Copasa, Adilson Ferreira da Maia; o gerente local da Copasa, Jaime Gabriel de Freitas; o vereador Liosorio Antonio da Silva; a representante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente no Colmeia, Tania Brito; o extensionista da Emater em Frutal, Luiz Guilherme Brunhara Postalli; o produtor rural e membro do Colmeia, Cleiton Carlos de Castro; e o também produtor rural Alfredo da Mata.

O Pró-Mananciais tem como objetivo proteger e recuperar microbacias hidrográficas e áreas no entorno dos mananciais utilizados para a captação de água para o abastecimento das cidades atendidas pela Copasa. Em Frutal, o alvo é o ribeirão Frutal, que atende toda a cidade. “O Colmeia foi criado para monitorar essas ações de preservação e recuperação do ribeirão Frutal”, explica Marco França, coordenador do Coletivo.

De acordo com números divulgados durante o encontro, em 2019, o distrito atendido pela Copasa de Frutal foi beneficiado, entre outras ações, com o plantio de 40 mil mudas de árvores e 54 quilômetros de cerca em áreas de nascentes. Só no município de Frutal, segundo França, foram 8 mil mudas plantadas e construídos 19.443 metros de cerca. Todos os custos dos projetos são bancados por um fundo criado pela Copasa e destinado ao programa.

“Essas ações não estão acontecendo por iniciativa nossa”, informa Jaime Freitas, gerente da Copasa. “Existe uma lei que determina que essas ações precisam ser feitas”, explica. Segundo ele, existe a necessidade de melhorar a quantidade de água disponível e, consequentemente, aumentar a biodiversidade da microbacia do ribeirão Frutal. Para ilustrar essa necessidade, o coordenar do Colmeia, Marco França, lembra que, quando a Copasa veio para a cidade, Frutal tinha menos de 25 mil habitantes. “Agora, temos mais de 60 mil e continuamos captando água do mesmo manancial”, ressalta.

O gerente da Copasa avalia que atualmente há uma interação maior dos ruralistas com o programa. “No início, houve um pouco de resistência porque criavam muitos projetos e esses projetos não iam adiante”, comenta Jaime. A mesma opinião tem o produtor rural e membro do Colmeia, Cleiton Castro. “Hoje, o produtor adquiriu a confiança no trabalho que vem sendo feito na bacia [do ribeirão Frutal]. No início, realmente tinha muita rejeição porque a gente tinha medo do poder público”, admite Castro.

“Nós acreditamos muito no Colmeia. Acredito que ele veio para somar. Nós estamos empenhados, vamos ajudar. No que depender dos produtores rurais da bacia, nós estamos juntos”, corrobora o vereador Liosorio.

Representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente junto ao Coletivo, Tania Brito destaca a importância da participação da comunidade nesse tipo de iniciativa. “Para a Secretaria, é fundamental que a gente tenha a mata ciliar do ribeirão Frutal preservada. É fundamental para a produção da nossa água. É muito bom ver esse esforço coletivo para atingir esse objetivo”.

Luiz Postalli, extensionista da Emater, também destaca o coletivo. “Esse é um trabalho que atinge toda a população do município. Não só os produtores rurais, que recebem algum benefício em sua propriedade, mas a população da cidade de maneira geral, porque é dali que vem a água que abastece a cidade”, ressalta. O trabalho de Postalli junto ao programa é de fiscalizar o plantio das mudas. Ele conta que a empresa contratada faz esse trabalho de forma criteriosa. “Eles plantaram as mudas no começo do ano e agora estão dando a manutenção. As mudas que morreram, por exemplo, são substituídas por eles”, revela o extensionista da Emater.

 Além do reflorestamento de APP (Área de Preservação Permanente) e cercamento de nascentes, o Pró-mananciais também beneficia produtores com caixas para coleta e armazenamento de água das chuvas, biodigestores, serviços de aterro, curvas de nível, melhoramento de estradas, entre outros.

 Alfredo da Mata foi um dos produtores beneficiados. Ele já teve um lado de sua APP cercada e, para 2020, está prevista a chegada de um biodigestor na sua propriedade. “Também estou esperando que cerquem o outro lado da APP e façam outros serviços como bolsão e melhoramento da estrada”, contou.

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